{"id":4938,"date":"2019-09-18T15:02:21","date_gmt":"2019-09-18T15:02:21","guid":{"rendered":"https:\/\/www.midomenech.com.br\/?p=4938"},"modified":"2024-10-07T15:41:48","modified_gmt":"2024-10-07T18:41:48","slug":"papel-da-lideranca-na-melhoria-continua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.midomenech.com.br\/papel-da-lideranca-na-melhoria-continua\/","title":{"rendered":"Papel da lideran\u00e7a na melhoria cont\u00ednua"},"content":{"rendered":"\t\t
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\u00a0 Papel da lideran\u00e7a na melhoria cont\u00ednua – Quando pensamos em desenvolver uma cultura dentro de uma organiza\u00e7\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio primeiramente entender o que significa cultura. A palavra cultura, do Latim, quer dizer \u201cato de plantar e desenvolver plantas, atividades agr\u00edcolas\u201d<\/em>, de colere, \u201ccuidar de plantas\u201d<\/em> (Koutantos, 2009, p.50). Posteriormente a palavra contemplou em seu significado o ato de cultivar a mente, os conhecimentos e a educa\u00e7\u00e3o. Neste sentido podemos entender cultura como aquilo que cultivamos, ou seja, as ideias e comportamentos que valorizamos: \u201cO comportamento \u00e9 fun\u00e7\u00e3o do valor\u201d<\/em> (Ribeiro, 2005).<\/p>\n

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\u00a0 Por esta perspectiva podemos inferir que se a empresa valoriza o resultado em detrimento dos meios para atingi-los provavelmente essa empresa estar\u00e1 cultivando a cultura \u201cdo predador\u201d.<\/p>\n

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\u00a0 Assim como uma planta leva tempo para ser cultivada, uma cultura na empresa n\u00e3o \u00e9 criada do dia para noite. A empresa deve preparar o solo, adubar, regar, podar etc, portanto a empresa que tem como foco a cria\u00e7\u00e3o de uma cultura de excel\u00eancia operacional e melhoria cont\u00ednua deve incentivar h\u00e1bitos, ideias e comportamentos a fim de cultivar, efetivamente, a cultura de melhoria cont\u00ednua.<\/p>\n

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\u00a0 A melhoria da qualidade \u00e9 muito diferente do ‘combate a inc\u00eandios’. A melhoria cont\u00ednua \u00e9 um processo complementar as mudan\u00e7as radicais consideradas pela reengenharia, Juran (1990).<\/p>\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t

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\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\"Arist\u00f3teles\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t
Arist\u00f3teles (384 - 322 a.C.)<\/figcaption>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/figure>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t
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\u00a0Segundo Arist\u00f3teles, fil\u00f3sofo Grego (384 – 322 a.C.), n\u00f3s somos consequ\u00eancia do que fazemos repetidamente, nossos comportamentos habituais, portanto a excel\u00eancia n\u00e3o \u00e9 um feito, mas sim um h\u00e1bito.<\/p>\n

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\u00a0 A base de uma cultura de excel\u00eancia est\u00e1 na cria\u00e7\u00e3o de h\u00e1bitos adequados para o desenvolvimento desta cultura. Conforme Covey (2000), a boa not\u00edcia \u00e9 que podemos desenvolver nossos h\u00e1bitos, sendo que h\u00e1bitos s\u00e3o resultado de tr\u00eas fatores: conhecimento, habilidade e atitude.<\/p>\n

Neste sentido podemos considerar conhecimento como saber o que deve ser feito, habilidade como saber como fazer o que deve ser feito e atitude como querer fazer o que deve ser feito.<\/p>\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t

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\u00a0 Na empresa cada indiv\u00edduo reflete sobre estes tr\u00eas fatores questionando-se sobre o que deve fazer para contribuir com a empresa, como deve fazer para convencer as pessoas a colocar em pr\u00e1tica as suas ideias e porque quer fazer algo al\u00e9m do que determina a descri\u00e7\u00e3o de cargo, ou seja, o que ganha com isso? Sendo que neste momento n\u00e3o estamos considerando, essencialmente, o reconhecimento financeiro, mas sim um ambiente produtivo, criativo e motivador.<\/p>\n

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\u00a0 A fim de contribuir com as reflex\u00f5es individuais, pela perspectiva de conhecimento aqui tratada, a empresa deve explicitar o seu prop\u00f3sito, fazendo o desdobramento de sua estrat\u00e9gia, mostrando claramente o seu \u201cnorte verdadeiro\u201d para que cada pessoa saiba como pode contribuir com a empresa para atingir o prop\u00f3sito maior.<\/p>\n

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\u00a0 Conta-se que, quando o presidente Kennedy visitou o Cabo Canaveral perguntou ao porteiro: \u201cEnt\u00e3o qual \u00e9 o seu trabalho?\u201d. O funcion\u00e1rio, orgulhosamente, respondeu-lhe: \u201cAjudo a colocar o homem na Lua!\u201d esse porteiro evidentemente entendeu o prop\u00f3sito da empresa que trabalhava, Marlier (2009).<\/p>\n

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\u00a0 No campo das habilidades, ou seja, saber como fazer o que deve ser feito, colocar em pr\u00e1tica as a\u00e7\u00f5es que levar\u00e1 a empresa a atingir os seus objetivos, devemos ter um alto n\u00edvel de treinamento das pessoas, ciente de que j\u00e1 existem desenvolvidas no mercado diversas metodologias e ferramentas de excel\u00eancia operacional, onde o Lean Seis Sigma destaca-se como uma poderosa ferramenta, isso normalmente chamamos de a parte \u201chard\u201d do processo de melhoria cont\u00ednua.<\/p>\n

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\u00a0 No que tange a outra parte do processo de melhoria cont\u00ednua, a parte \u201csoft\u201d, ou seja, aquilo que tratamos aqui como a atitude, porque eu quero fazer mais do que determina a descri\u00e7\u00e3o de cargo, porque eu quero contribuir para o desenvolvimento da empresa, quais s\u00e3o os motivos que me impulsionam e me levam a envolver aos outros (Figura 1).<\/p>\n

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\u00a0 A palavra motiva\u00e7\u00e3o \u00e9 a uni\u00e3o de duas palavras motivo + a\u00e7\u00e3o e, neste contexto, quer dizer dar motivos para as pessoas agirem em prol da melhoria cont\u00ednua. Persuadir as pessoas da empresa no trabalho de melhoria de produtos, processos e servi\u00e7os como meio para atingir o alto desempenho e a pereniza\u00e7\u00e3o do neg\u00f3cio.<\/p>\n

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\u00a0 Dar motivos para as pessoas da empresa a querer fazer, \u00e9 um dos pontos mais importantes do processo de cria\u00e7\u00e3o de uma cultura de excel\u00eancia. Para exemplificar, \u00e9 de amplo conhecimento que todos sabem o que deve ser feito para emagrecer. N\u00e3o \u00e9 a falta de saber, conhecimento. A atitude principal est\u00e1 em querer fechar a boca, ter vontade e disciplina para fazer o que todos sabem que deve ser feito, portanto querer fazer.<\/p>\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t

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Figura 1 \u2013 Elementos habilitadores da melhoria cont\u00ednua (Jager, 2004)<\/figcaption>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/figure>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t
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\u00a0 A maneira como as pessoas agem e se comportam em rela\u00e7\u00e3o a excel\u00eancia e melhoria cont\u00ednua \u00e9 o que diferencia uma empresa da outra. Quando afirmamos que as pessoas s\u00e3o o maior ativo de uma empresa \u00e9 realmente isso, seu concorrente pode comprar as mesmas m\u00e1quinas, pode ter os mesmos custos de energia el\u00e9trica, mat\u00e9ria prima, m\u00e3o de obra etc, mas ele n\u00e3o pode \u201ccomprar\u201d uma cultura de excel\u00eancia, a capacidade da empresa de progredir continuamente.<\/p>\n

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\u00a0 Uma poss\u00edvel defini\u00e7\u00e3o para vantagem competitiva \u00e9 aquilo que uma empresa tem e a outra empresa vai demorar a ter, ou seja, a cultura de excel\u00eancia e melhoria cont\u00ednua \u00e9 um fator diferencial para qualquer empresa em quaisquer ramos de atua\u00e7\u00e3o.<\/p>\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t

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\u00a0 \u00a0 Segundo Arist\u00f3teles, tutor de Alexandre O Grande, que conquistou quase todo o mundo conhecido de seu tempo existem tr\u00eas modos de persuas\u00e3o: Logos, Pathos e Ethos<\/span>, ou seja, podemos persuadir as pessoas a se dedicarem a melhoria cont\u00ednua atrav\u00e9s da raz\u00e3o<\/span> (Logos<\/strong>) dando argumentos l\u00f3gicos para fazerem isso, o que \u00e9 o mais f\u00e1cil, pois todos n\u00f3s sabemos do custo Brasil e da concorr\u00eancia Asi\u00e1tica, por exemplo.<\/p>\n

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\u00a0 \u00a0 O segundo modo \u00e9 a paix\u00e3o<\/span> (Pathos<\/strong>), valorizar e reconhecer as iniciativas e as pessoas. Fazer todos se empolgarem em fazer parte do progresso da empresa, participar de algumas escolhas e decis\u00f5es sobre o seu pr\u00f3prio trabalho. A falta de paix\u00e3o no ambiente de trabalho pode gerar patologias na empresa.<\/p>\n

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\u00a0 \u00a0 O terceiro modo \u00e9 o comportamento<\/span> (Ethos<\/strong>), principalmente o comportamento da lideran\u00e7a. O exemplo da lideran\u00e7a \u00e9 fundamental, n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o de belas palavras, mas de colocar a m\u00e3o na massa seja fazendo, participando, apoiando ou incentivando.<\/p>\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t

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\u00a0 De acordo com Marlier (2009) \u201cAs pessoas ouvem o que voc\u00ea faz\u201d, a import\u00e2ncia e a dedica\u00e7\u00e3o que a lideran\u00e7a d\u00e1 a melhoria cont\u00ednua refletem diretamente na cultura de excel\u00eancia da empresa. \u201cA palavra move, mas o exemplo empurra\u201d, Santo Agostinho (s\u00e9c. IV).<\/p>\n

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\u00a0 A utiliza\u00e7\u00e3o dos tr\u00eas modos de persuas\u00e3o juntos, Logos, Pathos e Ethos, s\u00e3o uma maneira poderosa de engajar as lideran\u00e7as e todos na empresa nos objetivos estrat\u00e9gicos do neg\u00f3cio, Marlier (2009).<\/p>\n

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\u00a0 \u00c9 dif\u00edcil medir a import\u00e2ncia de alguma coisa, mas em nosso caso podemos inferir que import\u00e2ncia \u00e9 igual ao tempo investido. Uma medida da import\u00e2ncia que sua empresa d\u00e1 ao processo de melhoria cont\u00ednua pode ser respondida atrav\u00e9s da pergunta:<\/p>\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t

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Quanto tempo na semana um l\u00edder t\u00edpico da empresa se dedica a melhorar os processos, produtos e servi\u00e7os?<\/H3>\n\t\t\t\t\t<\/div>\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t
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\u00a0 As melhorias sempre acontecem, s\u00e3o as melhorias de forma intuitiva, por\u00e9m a grande quest\u00e3o \u00e9 como chegar mais longe e mais r\u00e1pido. Para isso preferimos abordar o processo de melhoria cont\u00ednua e excel\u00eancia de uma forma estruturada, utilizando as corretas metodologias e ferramentas. Desta forma a pergunta \u00e9: Quanto tempo na semana um l\u00edder t\u00edpico da empresa se dedica de maneira estruturada a melhorar os processos, produtos e servi\u00e7os?<\/p>\n

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\u00a0 Se sua empresa quer desenvolver ou aprimorar os processos de melhoria cont\u00ednua visando a excel\u00eancia, ent\u00e3o comece mudando, ou aprimorando, a maneira de pensar e agir dos l\u00edderes, gerentes e diretores de sua empresa, caso contr\u00e1rio voc\u00ea fatalmente cair\u00e1 no uso isolado de ferramentas e metodologias, no descr\u00e9dito das equipes operacionais, nos programas de melhoria que passam como ondas ou at\u00e9 podendo chegar a confundir o uso isolado de uma ferramenta com excel\u00eancia operacional.<\/p>\n

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\u00a0 Uma poss\u00edvel e disciplinada maneira para dar o primeiro passo na dire\u00e7\u00e3o de dar import\u00e2ncia e cultivar os h\u00e1bitos adequados nas equipes a fim de desenvolver a cultura de excel\u00eancia e melhoria cont\u00ednua \u00e9 aplicar as VHMI (Visitas da Hierarquia sobre Melhorias Implantadas). Nestas visitas os gerentes e diretores v\u00e3o at\u00e9 o GEMBA, palavra japonesa que significa \u201conde as coisas acontecem\u201d, e verificam as melhorias implantadas nesta determinada \u00e1rea, setor ou departamento.<\/p>\n

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\u00a0 Baseado em um dos princ\u00edpios do Toyota Production System (TPS), o Genchi Genbutsu, palavra japonesa que significa ir \u00e0 fonte, buscar os fatos, tomar as decis\u00f5es corretas, construir o consenso para atingir os objetivos, Imai (1997); os gerentes e diretores verificam em \u201cloco\u201d as melhorias implantadas, conversam com as pessoas buscando um consenso sobre a efetividade das melhorias, resultados, reconhecendo e estimulando os envolvidos a continuamente melhorarem seus produtos, processos e servi\u00e7os.<\/p>\n

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\u00a0 Importante destacar que esta visita n\u00e3o tem como objetivo acompanhar o andamento das a\u00e7\u00f5es (follow-up) nem de discutir inten\u00e7\u00f5es para o futuro, estas ser\u00e3o discutidas na pr\u00f3xima VHMI. Nesta VHMI o objetivo \u00e9 verificar e reconhecer em \u201cloco\u201d as melhorias efetivamente implementadas, os resultados, as necessidades, a capacita\u00e7\u00e3o, o entendimento dos problemas e os obst\u00e1culos do processo de melhoria cont\u00ednua a fim de super\u00e1-los.<\/p>\n

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\u00a0 \u201cA teoria cognitiva social afirma que o comportamento \u00e9 resultado de uma intera\u00e7\u00e3o entre processos cognitivos e acontecimentos exteriores. De acordo com Bandura, o indiv\u00edduo \u00e9 motivado para se envolver em comportamentos, cujo resultado \u00e9 valorizado, e que ele se sente capaz de desempenhar eficaz-mente\u201d (Oliveira, 2006, pag 48).<\/p>\n

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\u00a0 Ao trabalhar Logos, Pathos e Ethos o comportamento da dire\u00e7\u00e3o muda em rela\u00e7\u00e3o a import\u00e2ncia do processo de melhoria cont\u00ednua, verificando em \u201cloco\u201d o que foi feito, o que n\u00e3o foi feito, os porqu\u00eas, reconhecendo as pessoas pelo esfor\u00e7o e pelo resultado, comparando e conectando as \u00e1reas, estimulando as equipes, apoiando e suportando as iniciativas, a mudan\u00e7a cultural aparece como efeito do novo comportamento.<\/p>\n

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\u00a0 Segundo Joseph Juran os executivos deveriam dedicar muito mais tempo \u00e0 melhoria, a Figura 2, ilustra o investimento do tempo em melhoria cont\u00ednua segundo os n\u00edveis hier\u00e1rquicos na organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n

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Figura 2 \u2013 Aloca\u00e7\u00e3o do tempo por n\u00edveis hier\u00e1rquicos<\/figcaption>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/figure>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t
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\u00a0 A frequ\u00eancia das VHMI deve ser estudada por cada empresa, entendo como uma boa frequ\u00eancia que cada \u00e1rea seja visitada uma vez por trimestre, o que deve geralmente representar nas agendas dos gerentes e diretores uma visita semanal de uma hora de dura\u00e7\u00e3o, ou seja, aproximadamente 2,5% da carga de trabalho. Um razo\u00e1vel valor de investimento para um tema altamente importante para uma empresa que deseja realmente desenvolver uma cultura de melhoria cont\u00ednua e excel\u00eancia como um diferencial competitivo.<\/p>\n

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Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas<\/strong><\/h4>\n

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