{"id":4854,"date":"2019-09-18T13:17:27","date_gmt":"2019-09-18T13:17:27","guid":{"rendered":"https:\/\/www.midomenech.com.br\/?p=4854"},"modified":"2021-06-23T09:22:11","modified_gmt":"2021-06-23T12:22:11","slug":"amostragem-para-projetos-de-melhoria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.midomenech.com.br\/amostragem-para-projetos-de-melhoria\/","title":{"rendered":"Amostragem para projetos de melhoria"},"content":{"rendered":"\t\t
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\u00a0 Amostragem para projetos de melhoria<\/u> – O nosso amigo Black Belt de nome Histo DOE est\u00e1 coordenando um projeto para otimizar o processo de elabora\u00e7\u00e3o de caf\u00e9 expresso (esquematizado na Figura 1) nas lojas da rede \u201cCafezal em flor\u201d. No processo foram destacadas algumas vari\u00e1veis de entrada que influenciam o processo (controladas e n\u00e3o controladas) e outras vari\u00e1veis de sa\u00edda. Ele observou que estas vari\u00e1veis podem ser de dois tipos: Cont\u00ednuas (designadas pela letra C, e que podem assumir infinitos valores em um intervalo, pelo menos sob o ponto de vista conceitual, como temperatura, tempo, quantidade de caf\u00e9) ou Atributos (designadas pela letra A, cujos n\u00edveis correspondem a poucas categorias, como nome do funcion\u00e1rio, marca ou tipo do caf\u00e9). Embora saiba que as vari\u00e1veis cont\u00ednuas t\u00eam mais \u201cpoder de fogo\u201d, ele tem que lidar com os dois tipos.<\/p>\n
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<\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n Figura 1 \u2013 As sa\u00eddas de um processo s\u00e3o influenciadas pelas entradas<\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n \u00a0 Histo DOE deve otimizar as sa\u00eddas relacionadas com a Voz do Cliente (sabor do caf\u00e9 e temperatura do caf\u00e9) e com a Voz do Neg\u00f3cio (tempo de ciclo e desperd\u00edcio). A lucratividade da empresa depende disto. Ele \u00e9 um t\u00e9cnico altamente capacitado e reconhecido pelos colegas, mas sempre se defronta com quest\u00f5es cruciais quando tem que coletar amostras para estudar um sistema. Tentaremos neste artigo responder algumas perguntas que usualmente o atormentam:<\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n \u00a0 Ao encarar qualquer projeto, o Black Belt deveria se perguntar qual \u00e9 a quest\u00e3o fundamental que est\u00e1 tentando resolver. Esta quest\u00e3o vai direcionar a escolha do plano de amostragem. Ao estudar rela\u00e7\u00f5es causa-efeito o Black Belt deveria utilizar o fluxograma da Figura 2. Segundo este fluxograma Histo DOE deve inicialmente formular os objetivos do projeto Lean Seis Sigma (LSS), relacionar os objetivos com as quest\u00f5es t\u00e9cnicas do processo e tra\u00e7ar uma estrat\u00e9gia de trabalho. A estrat\u00e9gia se converte em uma hip\u00f3tese estat\u00edstica que deve ser testada. A sele\u00e7\u00e3o do plano de amostragem est\u00e1 intimamente ligada com esta hip\u00f3tese e com a ferramenta estat\u00edstica que ser\u00e1 usada para test\u00e1-la.<\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n \u00a0 Na Figura 3 ilustraram-se: as poss\u00edveis estrat\u00e9gias que Histo DOE poderia seguir para otimiza\u00e7\u00e3o do problema do caf\u00e9, os planos amostrais para tratar estas estrat\u00e9gias, as ferramentas indicadas e os tamanhos de amostras requeridos para resolver alguns casos selecionados. Para cada situa\u00e7\u00e3o indicamos com c\u00edrculos, os planos que recomendamos como os mais adequados, que est\u00e3o explicados na Figura 4. Nenhum dos planos de amostragem apresentado tem rela\u00e7\u00e3o com inspe\u00e7\u00e3o de produtos.<\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n Figura 2 \u2013 Fluxograma usado pelos Black Belts para pesquisa da Causa-Raiz<\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n Figura 3 \u2013 Liga\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias de an\u00e1lise da causa-raiz, planos de amostragem, tamanho de amostra e ferramentas de an\u00e1lise<\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n Figura 4 \u2013 Escolha do plano de amostragem<\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n Exemplos<\/strong><\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n \u00a0 Este projeto de Histo DOE ser\u00e1 desenvolvido usando o ciclo DMAIC que consiste das seguintes etapas: Defini\u00e7\u00e3o do problema, Medi\u00e7\u00e3o do estado atual do processo, An\u00e1lise da causa-raiz, (I) Melhoria do processo e Controle dos ganhos.<\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n \u00a0 O primeiro objetivo do Black Belt foi caracterizar o processo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 temperatura do caf\u00e9. Como ele n\u00e3o tinha dados hist\u00f3ricos, orientou-se pela Figura 3 e decidiu fazer 4 medi\u00e7\u00f5es di\u00e1rias da temperatura durante um per\u00edodo de 20 dias. Na fase inicial do DMAIC estes dados permitem avaliar se o processo \u00e9 est\u00e1vel e capaz de atender \u00e0 especifica\u00e7\u00e3o do cliente (80-85 oC). Os dados coletados mostraram instabilidade do processo e varia\u00e7\u00e3o excessiva. O desvio padr\u00e3o foi igual a 1,7 oC e o \u00edndice de capacidade Cp = 0,49; bem inferior ao de um processo Seis Sigma (Cp = 2).<\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n \u00a0 O segundo objetivo de Histo DOE foi descobrir por que a temperatura varia tanto. Inspecionando a Figura 3 ele decidiu fazer um estudo de fontes de varia\u00e7\u00e3o. Como os dados da an\u00e1lise anterior mostraram certa evid\u00eancia de influ\u00eancia da hora do dia na temperatura do caf\u00e9, foram escolhidos os fatores e n\u00edveis indicados na Figura 5. Este tipo de estudo \u00e9 adequado para fatores controlados ou n\u00e3o controlados, com n\u00edveis atributo (ou que podem ser categorizados). Ao analisar os dados, confirmou-se que nas horas de maior demanda, a varia\u00e7\u00e3o da temperatura era maior. O processo foi ent\u00e3o modificado para corrigir o problema.<\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n Figura 5 \u2013 Fontes de varia\u00e7\u00e3o que podem afetar a temperatura do caf\u00e9<\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n \u00a0 O terceiro objetivo foi diminuir o tempo requerido para fazer os cafezinhos (aumento da produtividade). Inspecionando a Figura 3, planejou um experimento do tipo \u201cum fator por vez \u2013 OFAT\u201d para comparar se o tempo de ciclo era diferente quando a m\u00e1quina era operada pelos funcion\u00e1rios J ou P. O n\u00famero de medi\u00e7\u00f5es para cada funcion\u00e1rio foi calculado como (este c\u00e1lculo pode ser feito no Minitab em Estat\\ Poder e Tamanho de Amostra\\ Teste t para 2 Amostras):<\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n \u00a0 Como ele desconhecia o desvio padr\u00e3o, considerou-se a diferen\u00e7a a detectar igual ao desvio padr\u00e3o, S e ambos iguais a 1. Para se ter uma ideia mais precisa do tempo do ciclo, foi contado o n\u00famero de cafezinhos produzidos em per\u00edodos de meia hora. A aplica\u00e7\u00e3o do teste t de Student para duas m\u00e9dias independentes mostrou uma diferen\u00e7a estatisticamente significativa e de import\u00e2ncia pr\u00e1tica (teste que pode ser feito no Minitab em Estat\\ Estat\u00edsticas\\ Teste t para 2 Amostras). Esta informa\u00e7\u00e3o foi importante para treinar melhor um dos funcion\u00e1rios e aumentar as vendas.<\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n Conclus\u00f5es:<\/strong><\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n \u00a0 Apresentamos um enfoque integrado para a sele\u00e7\u00e3o do plano de amostragem: a escolha come\u00e7a com a tradu\u00e7\u00e3o do objetivo do projeto LSS para uma estrat\u00e9gia pr\u00e1tica de busca da causa raiz do problema. Isto ajuda a definir a hip\u00f3tese que se deseja testar, a ferramenta de an\u00e1lise e o plano de amostragem.<\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n \u00a0 Em uma primeira leitura o fluxograma para escolha do plano pode parecer complexo, mas quando o Black Belt compreende sua utiliza\u00e7\u00e3o pode-se transformar em um auxiliar valioso para aumentar a efici\u00eancia dos projetos.<\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n Refer\u00eancias:<\/strong><\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n Se tiver coment\u00e1rios, comente abaixo!<\/em><\/p>\n \u00a0<\/em><\/p>\n<\/figure>\n
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